segunda-feira, 18 de março de 2013

A UMBANDA, AS EMOÇÕES E CRESCIMENTO ESPIRITUAL (PARTE II)



Dando sequência à publicação Parte I:

TRISTEZA

É uma emoção que tem como causa a perda, separação ou fracasso.
Por exemplo, perda de um emprego, separação por conta da morte de um ente querido, fracasso numa prova da faculdade, etc.
Dentre todas as emoções a tristeza é aquela que o ser humano tem mais aversão, pois o consequente sofrimento é imediato.
Por outro lado a tristeza motiva o homem a refletir sobre seus princípios e atitudes, forçando a modificar-se e a evoluir.
Com isso, ele acaba aprimorando-se o que é saudável para o convívio social.
Na Umbanda, a tristeza constitui-se numa das maiores motivações para a busca de um Guia Espiritual, quando o sofrimento se torna tão grande que todo preconceito, receio, medo, acaba se esvaindo diante da necessidade de se resolver o problema.
Mas qual seria a melhor atitude diante da tristeza?
O ideal seria expressar essa tristeza através de palavras e gestos, permitindo-se chorar e/ou recolher-se. Precisamos de um tempo para nos refazer.
Mas isso não pode demorar-se, pois a longa exposição à tristeza pode nos levar a um estado de depressão.
Se por um lado a tristeza é positiva, pois nos obriga a refletir, por outro lado ela não pode nos desviar de uma conduta realista diante da vida.
Na prática, devemos buscar motivação para continuarmos a viver, mesmo porque existem muitas outras necessidades da vida a serem satisfeitas.

MEDO

O medo quando é provocado por algo real é considerado saudável e condição essencial para a sobrevivência, visto que sem ele o ser humano colocaria sua vida em constante risco.
Por outro lado, o medo de algo irreal (imaginário) ou o medo exagerado tende a transformar a nossa vida num pesadelo.
Fisologicamente o corpo se prepara para enfrentar o medo através da descarga de adrenalina, substância que possibilita uma reação rápida e eficiente. Contudo quando a adrenalina não é utilizada o seu efeito é exatamente o contrário, colocando-nos num estado de recolhimento e tristeza,
Por isso o medo tem que ser trabalhado sempre de maneira que seja proporcional à sua cauda imediata.
Nosso Guias estão sempre nos encorajando a enfrentar o medo de maneira mais racional possível, mas a confiança é sem dúvida o elemento mais importante para lhe dar com o medo.
É preciso cultivar a fé e aprender a valorizar-se, pois a auto-estima elevada nos traz segurança e consequentemente possibilita a segurança necessária que devemos sentir diante das situações de perigo.
Há um ditado chinês interessante:
“Onde não há medo não há perigo”

ALEGRIA E AFETO

De um modo geral, as pessoas não tem grandes problemas com essas emoções.
Porém, é preciso atentarmos para o fato de que essas emoções quando levadas ao exagero podem causar frustrações maiores do que as três emoções consideradas negativas.
O equilíbrio é o estado aconselhado por nossos mentores espirituais.
Basta observarmos os seus comportamentos. São sempre controlados por uma emoção bastante firme, porém calma e imponente.
Assim, podemos concluir que nossos amados Guias tem sempre nos mostrado o melhor caminho e se não conseguimos alcançarmos esse pretenso estado de equilíbrio é por que não maioria das vezes temos negligenciado quanto aos exemplos a serem seguidos.
Muita luz a todos nessa jornada que juntos percorremos e mais uma vez espero poder ter sido útil.
Muito axé, querido irmãos.
Alexandre Trinidad
Sacerdote de Umbanda

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