sexta-feira, 16 de março de 2012

Sincretismo Religioso






Você sabe o que é sincretismo religioso?

De acordo com o dicionário, sincretismo significa:

Ø Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; ecletismo.

A Umbanda teve origem no sincretismo religioso, ou seja, na fusão de várias religiões e doutrinas (Catolicismo, Espiritismo, Religiões Africanas e Indígenas, e Ocultismo Europeu).

Entretanto, isso não é exclusividade da Umbanda. O sincretismo religioso já ocorreu em várias épocas e com diversas religiões e doutrinas. Inclusive no Catolicismo. Aliás, o Catolicismo é o campeão do sincretismo. Antes de afirmar-se como a principal religião do mundo, ele teve que absorver e fundir-se com diversas doutrinas, desde o paganismo, passando pelas religiões Germânicas, Gregas e Romanas. Quem quiser se aprofundar nesta questão acesse o link abaixo:

http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_28/rbcs28_10.htm

O sincretismo religioso da Umbanda não é uma questão de opinião. É um fato.

Por isso é facilmente inteligível que ela seja genuinamente brasileira, afinal essa fusão aconteceu aqui, por características específicas de uma sociedade multirracial.

A Umbanda, que se iniciou há cem anos, já nasceu sincrética. Portanto, não podemos falar em Umbanda pura. Nem em Catolicismo puro, nem Kardecismo puro, nem em nenhuma religião pura. De fato, o sincretismo é uma regra social e cultural. Consequentemente religiosa.

A Igreja Católica aqui no Brasil, não é a mesma que a do México e muito menos que a do Vaticano. Apesar da centralização Papal, não são iguais.

A própria Bíblia tem lá suas diferenças, nas traduções e principalmente nas interpretações.

E por que tratarmos desse assunto?

Simplesmente para que possamos entender a diversidade dentro da Umbanda.

Não há um terreiro igual ao outro.

E Isso é mais do que lógico. Impossível seria acreditar no contrário.

Tenho participado da Festa de Iemanjá, em Praia Grande, litoral de São Paulo, desde 1975. Além de ser morador da cidade. Confesso que já vi milhares de tendas, mas nunca vi uma que fosse exatamente igual à outra.

A princípio isso me deixava confuso e inseguro. Hoje, depois de 37 anos, compreendo isso com muita clareza. Há muito tempo deixei de dizer as palavras “certo” e “errado” na Umbanda. Para mim só existem questões morais como não cobrar, não enganar os outros, não fingir, não maltratar, não humilhar, etc. E isso não se aprende em nenhuma religião.

É uma questão de caráter.

Praia Grande, 16 de março de 2012.

Pai Alexandre Trinidad

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